| Dossier de Docência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| A minha forma de ensinar e sua justificação Um professor eficiente deve ser proficiente em vários métodos de ensino, por forma a tirar partido das situações. No entanto, cada um de nós tem o seu estilo pessoal. Fazemos melhor uma coisas do que outras. Num mundo ideal, eu gostaria de participar só em seminários, pequenos grupos de discussão com alunos altamente motivados e conhecedores. Mas no mundo real, com turmas grandes, com instalações muitas vezes deficientes, com sobrecargas de serviço docente, enfim, com as coisas dão colorido aos mundos reais, a tendência é para arranjar uma receita que funcione aceitavelmente. Aqui está a minha receita: As aulas teóricas tendem a ser expositivas. Encorajo perguntas e comentários, mas discussões alargadas são proteladas para a fase final da aula ou para sessões específicas. Aprendi, num curso sobre métodos de ensino que frequentei há tempos na Universidade da Florida, que a investigação na área da psicologia cognitiva sugere que a aprendizagem "activa", "participativa" é mais eficiente do que a "passiva". Aprendi também que preparar aulas de discussão, de participação activa propícias à aprendizagem é mais difícil, requer mais tempo e dedicação do que preparar aulas expositivas. As minhas aulas teóricas tendem a ser expositivas por duas razões: porque (1) é a modalidade que possui uma relação "custo/benefício" mais favorável no tipo de disciplinas que ensino e porque (2) é o estilo mais adequado às minhas características pessoais. O ensino não é restringido à sala de aula. As portas do meu gabinete estão sempre abertas e os alunos são sempre bem vindos. Um horário de atendimento é definido semestralmente, não para que os alunos só apareçam nesse horário, mas para me obrigar a estar disponível, mesmo quando outros afazeres se tornem prementes. Os alunos são encorajados a marcar horas de atendimento de acordo com as suas disponibilidades através do telefone ou e-mail, para evitar deslocarem-se em vão ou serem atendidos à pressa.
A minha forma de avaliar e sua justificação A minha atitude em relação à avaliação oscila entre o conceito de avaliação como "mal necessário" e como "barómetro" do desempenho do docente e dos alunos. Passo a explicar: O que eu gosto de fazer é ensinar, não é classificar. Mas, como já aqui escrevi, acredito que avaliação é essencial em qualquer tarefa. Com a avaliação dos alunos nas minhas disciplinas pretendo:
Os testes são concebidos para avaliar diferentes tipos de aprendizagem. Na sua elaboração recorro às taxonomias de Ebel e de Williams & Haladyna (ver tabela) para incorporar os componentes dos diferentes tipos de aprendizagem. A proporção de questões dirigidas a cada nível cognitivo depende da inserção da disciplina no currículo do curso.
O formato dos testes tende a ser uma mistura de perguntas abertas e de escolha múltipla. Investigação sobre o formato das questões dos testes indica que estes tipos se complementam e permitem avaliar diferentes aspectos da aprendizagem. As perguntam de escolha múltipla são também indispensáveis para a aplicação de métodos estatísticos que permitam avaliar a "utilidade" do teste. A tabela seguinte resume as vantagens e desvantagens de diferentes tipos de perguntas.
A proporção de questões abertas e de escolha múltipla em cada teste depende do número de alunos.
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Copyright Domingos Almeida 1999-2001.
Última revisão: 10 Abril 1999