Utilização:
Arbusto ornamental sempre verde. Sebes, barreira ou latada, planta
trepadeira, pode ser deixada a crescer livremente em jardins e margens
de estradas, arranjos de flores, os frutos podem ser utilizados para
produção de vinho e geléias.
Folhas:
alternadas, verdes, elípticas ou ovais, com cerca de 1 cm de largura e
4 cm de comprimento, coriáceas, escassamente pecioladas e luzidias na página
superior. As margens podem ser ligeiramente recortadas.
Caule:
lenhoso, porte erecto, espinhoso.
Flor:
hermafrodita, agrupadas em corimbos, cálice com 5 sépalas pequenas e
triangulares, corola com 5 pétalas brancas arredondadas e mais
estreitas na base. Androceu com 20 estames com anteras amarelas, ovário
ínfero, com 5 carpelos livres no eixo central, unidos a meio
comprimento ao tubo do cálice.
Fruto:
drupa.
Altura:
pode atingir os 4 m.
Época
de floração: Abril a Maio.
Solo:
diversos desde que bem drenados.
Clima:
prefere o meio exterior e faces viradas a Sul, não tolera
temperaturas muito elevadas, deve ser protegido de geadas, suporta o
vento e temperaturas baixas até aos –15ºC. Em clima húmido aumentam
os problemas com fungos.
Propagação:
estaca caulinar, de madeira semi-madura. Bom enraizamento a 16 ºC,
sementes requerem estratificação, cultura “in vitro”.
Cultura: cresce bem em
contentores e a altura ideal de plantação é no Outono.
Pragas
e doenças: fogo bacteriano provocado pela Erwinia amylovora
e sarna provocado por Spilocaceae pyracanthae, pode também ser
susceptível à clorose férrica e ataques de aranhas vermelhas,
cochonilhas e afídeos.
Algumas
espécies compreendidas: Pyracantha coccinea, P. angustifolia, P.
crenato-serrata, P. crenulata, P. rogersiana e P. fortuneana.
Notas
adicionais: ornamental de grande beleza principalmente quando com
frutos. Grande diversidade de formas conseguidas com podas de formação,
isoladas ou em grupo. Nome deriva do grego Pyrus=fogo e acanthos=espinhoso
em associação à coloração dos seus frutos e aos seus ramos
espinhosos. Cuidado com espinhos e com possíveis alergias e intoxicações
pelos frutos.
Fontes
de informação:
Sampaio,
G. , Flora Portuguesa, 3ª Ed., Instituto Nacional de Investigação
Científica, 1988
Encyclopaedia
of Garden Plants and Flowers,
Reader´s Digest Association Limited, London, 1958
Cullen,
J., Alexander, J.C.M. et al, The European Garden Flora-Dycotyledons (Part
II), Cambridge University Press, Cambridge, 1995.
Compilado
por: Ana Luísa Leite Fernandes, 2002.